Sensores pick-up e magnéticos medem rotação, velocidade e posição sem contato físico. O pick-up magnético gera um pulso a cada dente de engrenagem que passa à sua frente, sem alimentação externa; os sensores reed switch e de efeito Hall detectam um ímã e são usados em posição de cilindros e fim de curso. Como respondem ao campo magnético, funcionam bem em ambientes com óleo, graxa e sujeira, onde um sensor óptico falharia.
Em sistemas em que o monitoramento de velocidade, rotação (rpm) e posição exata é crítico, os sensores magnéticos têm papel central. Seja em motores de grande porte, turbinas ou engrenagens industriais, a capacidade de ler a passagem de dentes metálicos sem contato físico é o que permite o controle preciso de processos automatizados. A Tecnotron, que fabrica sensores reed switch e de efeito Hall desde 1988, tem linhas robustas para essas aplicações.
Esses dispositivos são projetados para operar em condições severas, em ambientes com graxa e óleo, onde um sensor óptico falharia por causa da sujeira nas lentes. O sensor magnético "enxerga" através da contaminação, porque responde apenas à variação do campo magnético.
Sensor Pick-up: O guardião da rotação industrial
O sensor magnético pick-up Tecnotron é usado para medir a velocidade de rotação em eixos e engrenagens. Ele gera um sinal elétrico toda vez que um dente de engrenagem ferromagnética passa por sua face sensível. Esse sinal vai para um tacômetro, um contador de pulsos, um controlador de velocidade ou um sistema de aquisição de dados, permitindo o controle exato da velocidade do motor.
Por ser um transdutor passivo, o pick-up não precisa de alimentação externa: a própria passagem dos dentes gera a tensão de saída. Isso o torna durável e confiável. Quanto maior a velocidade, maior a amplitude do sinal; nos modelos Tecnotron, a saída vai de 3 a 40 VPP (volts pico a pico) a 1.000 rpm, conforme o modelo. Ele é muito usado em geradores de energia, turbinas e máquinas pesadas, onde uma falha no monitoramento da velocidade pode causar danos mecânicos severos.
Como dimensionar o gap e o dente
A amplitude do sinal depende da velocidade, da distância entre a face do sensor e o dente (o gap) e do tamanho do dente. Quanto menor o gap, maior o sinal: o sensor deve ficar o mais perto possível da engrenagem sem risco de tocá-la, considerando a folga do eixo. O alvo precisa ser ferromagnético, como aço ou ferro, e o dente deve ser compatível com o diâmetro da face do sensor. Em rotações muito baixas, o pick-up passivo gera pouca tensão; nesses casos, um sensor ativo, de efeito Hall ou indutivo, costuma ser mais indicado.
Tecnologias Reed Switch e Efeito Hall: Qual escolher?
Para o monitoramento de posição em cilindros pneumáticos ou a detecção de fim de curso, as tecnologias reed switch e efeito Hall são as mais indicadas. O sensor reed switch e efeito Hall Tecnotron oferece duas abordagens distintas: o reed switch usa contatos metálicos selados em uma cápsula de vidro, que se fecham na presença de um ímã, enquanto o efeito Hall usa um semicondutor para detectar o campo magnético e entrega saída PNP ou NPN (transistor que comuta o positivo ou o negativo da carga).
A vantagem do efeito Hall é a ausência de partes móveis, o que confere ao sensor vida útil muito longa e resposta mais rápida, indicada para alta frequência. Já o reed switch é valorizado pela simplicidade, pelo baixo consumo e por funcionar também em corrente alternada. Os dois existem em versões NA (normalmente aberto) e NF (normalmente fechado) e permitem que o CLP saiba exatamente onde cada parte móvel da máquina se encontra em tempo real. Para usar esses sensores na contagem, veja como contar os ciclos de um cilindro pneumático.
Pick-up, efeito Hall e reed switch: comparativo
| Característica | Pick-up magnético | Efeito Hall | Reed switch |
|---|---|---|---|
| O que detecta | Dente de engrenagem ferromagnética | Ímã ou campo magnético | Ímã |
| Princípio | Bobina e ímã; passivo | Semicondutor; eletrônico | Contatos selados em vidro |
| Alimentação | Não precisa | Precisa (Vcc) | Comuta o próprio circuito, em Vcc ou Vca |
| Saída | Tensão alternada em 2 fios; amplitude cresce com a rotação | NPN ou PNP | Contato NA ou NF |
| Rotação muito baixa ou parado | Sinal fraco ou nulo | Detecta | Detecta |
| Uso típico | Rpm de motores, turbinas, geradores e engrenagens | Posição, velocidade e contagem em alta frequência | Fim de curso de cilindros, portas e intertravamentos simples |
Segurança integrada e conformidade técnica
Além do monitoramento de processo, a tecnologia magnética está no centro da segurança de máquinas. Em portas e proteções móveis, o uso de um sensor magnético de segurança Tecnotron ajuda a cumprir a NR-12, a norma de segurança em máquinas e equipamentos, sem sacrificar a agilidade operacional.
Diferente de sensores comuns, o sensor de segurança é codificado, ou seja, só atua com o atuador do próprio conjunto, e tem saída dupla, com dois contatos NF, para trabalhar com um relé de segurança que monitora os dois canais. Se um contato falhar, o relé percebe a diferença e impede a partida da máquina, prevenindo acidentes. Ligado a um relé de segurança compatível, o sensor Tecnotron atende sistemas até a categoria 4 da ABNT NBR 14153. A conformidade, porém, depende do sistema inteiro: análise de risco, relé e instalação.
Por que especificar Tecnotron na Prodihl?
A precisão de um sensor de velocidade ou posição depende de uma especificação técnica correta. Fatores como o gap entre o sensor e a engrenagem, o módulo do dente, a rosca (de M8 a M18 ou 5/8" UNF nos pick-ups Tecnotron), o tipo de conector e a frequência de saída devem ser analisados. A equipe técnica da Prodihl valida o projeto e indica o sensor Tecnotron com a sensibilidade adequada para a aplicação. Se, além da velocidade, a máquina precisa do sentido de rotação ou da posição angular do eixo, o caminho é um encoder rotativo.
Veja a linha completa na categoria de sensores magnéticos. Para cotar, fale com a Prodihl pelo WhatsApp informando a rosca, o tipo de alvo e a aplicação, ou peça pelo formulário de contato.
Perguntas frequentes
Como testar um sensor pick-up magnético?
Com o sensor desligado do circuito, meça a resistência entre os dois fios com um multímetro: circuito aberto indica bobina rompida. Depois, com a engrenagem girando, meça a tensão alternada nos fios ou veja o sinal em um osciloscópio; a amplitude deve crescer com a rotação. Sinal fraco costuma indicar gap grande ou rotação baixa demais.
Como ligar um sensor pick-up?
O pick-up tem dois fios e vai direto à entrada do tacômetro, do contador ou do controlador de velocidade preparada para sinal de pick-up magnético. Use cabo blindado, passe-o longe de cabos de potência e ligue a malha conforme o manual do instrumento. Como é passivo, não precisa de fonte.
Qual a diferença entre sensor pick-up e sensor Hall?
O pick-up é passivo: gera tensão quando um dente ferromagnético passa, e o sinal cresce com a rotação. O sensor Hall é eletrônico, precisa de alimentação e entrega um sinal digital (NPN ou PNP) de amplitude constante, mesmo com o eixo quase parado.
Sensor pick-up precisa de alimentação?
Não. O pick-up magnético Tecnotron é um transdutor passivo: a passagem dos dentes da engrenagem gera a tensão de saída. Por isso ele tem só dois fios e funciona sem fonte externa.







