Atualizado em 16 de outubro de 2026
O sensor capacitivo Tecnotron detecta, sem contato, quase qualquer material: água e outros líquidos, grãos, pós, plástico, vidro, madeira, papel e também metal. É o sensor usado para indicar nível em silos, funis e tanques e para conferir se uma embalagem está cheia, inclusive através de parede plástica fina. A linha é tubular, de M12 a M36 e Ø 32 mm, com distância sensora de 6 mm a 25 mm.
Pontos principais
- O sensor capacitivo reage à mudança do campo elétrico na face; quanto maior a constante dielétrica do material, mais fácil a detecção.
- Para nível de sólidos, como grãos, ração e pó, ele fica na parede do silo ou do funil, na altura que se quer vigiar.
- Em líquidos, detecta o conteúdo através de parede não metálica fina, sem contato com o produto.
- O ajuste de sensibilidade, feito com o material real, evita disparo falso por umidade e pó.
- Se o alvo é sempre metal, o sensor indutivo resolve com menos ajuste.
Como funciona o sensor capacitivo
O sensor capacitivo funciona como um capacitor aberto: a face sensora é uma das placas, e o material que se aproxima muda a capacitância. O circuito interno percebe essa variação e comuta a saída. A facilidade de detecção depende da constante dielétrica do material, que indica quanto ele concentra o campo elétrico em comparação com o ar (que vale 1). A água, com constante perto de 80, é detectada com folga.
Por isso o sensor "enxerga" através de paredes não metálicas finas, como visores de acrílico, garrafas e tanques plásticos, quando o conteúdo tem constante dielétrica bem maior que a da parede. A diferença para o indutivo, que só reage a metal, está no post sensor indutivo e capacitivo: entenda a diferença.
| Material | Constante dielétrica | Como o sensor se comporta |
|---|---|---|
| Água e líquidos à base de água | Alta (água: cerca de 80) | Detecção fácil, inclusive através de parede fina de plástico ou vidro |
| Metais | Condutores | Detecção fácil; se o alvo for só metal, o indutivo costuma ser mais simples |
| Grãos, ração, açúcar e farinha | Baixa a média, sobe com a umidade | Detecta bem o volume do material; ajuste a sensibilidade no local, com o material real |
| Plástico, papel, papelão e madeira seca | Baixa | Detecta a uma distância menor e exige ajuste fino |
| Óleos e solventes | Baixa | Detecção mais difícil; teste antes de definir o modelo |
Sensor de nível capacitivo para sólidos: silos, funis e moegas
Para nível de sólidos, o sensor capacitivo é instalado na parede do silo, do funil ou da moega, na altura que se quer vigiar, e comuta quando o material cobre a face. Com um sensor no alto e outro embaixo, o CLP sabe quando o silo está cheio e quando precisa ser reabastecido.
Três cuidados fazem diferença em grãos, ração, açúcar, farinha e granulado plástico:
- Umidade: o material úmido é detectado mais longe que o seco. Regule a sensibilidade com o material real e confira nas duas condições, se o processo variar.
- Acúmulo na face: pó que gruda pode manter a saída acionada com o silo vazio. Posicione o sensor fora do fluxo de queda e inclua a limpeza da face na manutenção preventiva.
- Parede metálica: o capacitivo não detecta através de metal. Em silo metálico, a face precisa ficar em contato com o produto, num furo da parede, ou atrás de um visor não metálico.
Sensor capacitivo para líquidos, tanques e bombas
Em líquidos, o sensor capacitivo indica nível sem tocar no produto: montado do lado de fora de um tanque plástico ou de um visor, ele detecta água, xarope ou detergente pela parede. Isso evita contaminação em alimentos e bebidas e protege o sensor de produtos químicos.
O mesmo princípio comanda uma bomba. Com um sensor no nível mínimo e outro no máximo, o CLP ou um relé liga a bomba quando o nível cai e desliga quando o tanque enche; a saída do sensor é de sinal e não aciona o motor diretamente. Para caixa d'água de casa, a solução usual continua sendo a chave boia; o capacitivo faz sentido em tanques de processo, onde o líquido não pode ser tocado ou uma boia agarraria no produto.
Em linhas de envase, o capacitivo confere se o frasco foi cheio até o nível certo e conta frascos transparentes cheios, que deixam passar a luz e atrapalham os sensores ópticos comuns. Na embalagem e nas indústrias de papel e móveis, ele confirma caixas, chapas de madeira e peças plásticas no transportador.
Ajuste de sensibilidade: como evitar disparo falso
O ajuste de sensibilidade, em geral por um potenciômetro no corpo, é o que faz o capacitivo ignorar o que não interessa, como a parede de uma garrafa plástica. Regule com o material real e a máquina em condição normal de trabalho, deixe margem e teste com o recipiente vazio e cheio. Umidade, respingos e pó na face são os pontos fracos do capacitivo; a limpeza periódica entra na manutenção preventiva.
O que a ficha do sensor capacitivo Tecnotron informa
A ficha traz formato, corpo, montagem, distância sensora, saída, função, alimentação e ligação. Os dados abaixo são da página do sensor capacitivo Tecnotron, que tem mais de 100 variações:
| Item | Opções |
|---|---|
| Formato | Tubular, nas roscas M12x1, M18x1, M30x1,5 e M36x1,5, e corpo de Ø 32 mm |
| Corpo | Latão niquelado ou plástico |
| Montagem | Não embutida: a face precisa de espaço livre, sem metal encostado |
| Distância sensora | 6 mm, 15 mm, 20 mm ou 25 mm, conforme o modelo; menor com materiais de constante dielétrica baixa |
| Saída | PNP, NPN ou VCA 2 fios |
| Função | Normalmente aberta (NA), normalmente fechada (NF) ou reversível (A+F) |
| Alimentação | 10 a 30 Vcc, 10 a 40 Vcc ou 20 a 250 Vca |
| Ligação | Cabo de 2 m a 10 m ou conector M12 de 4 polos, metálico ou plástico |

Como cotar o sensor capacitivo certo
Para indicar o modelo, a equipe técnica precisa saber o que será detectado e por onde. Mande:
- o material (líquido, grão, pó ou plástico) e se a umidade dele varia;
- o recipiente: material e espessura da parede, se o sensor ficar do lado de fora;
- a distância entre a face e o material;
- a saída, a função e a alimentação: PNP ou NPN, NA ou NF, Vcc ou Vca;
- a ligação, por cabo ou conector M12;
- o código do sensor atual ou uma foto da etiqueta e da aplicação.
Os erros comuns são montar o sensor rente a uma chapa metálica (ele é não embutido), regular com o recipiente vazio sem testar cheio, esquecer a condensação na parede do tanque e escolher capacitivo para um alvo que é sempre metal. Para trocar um sensor de outra marca, a rosca, a distância, a saída e a alimentação bastam para achar o equivalente.
Na ligação, o cabo com conector M12 injetado Tecnotron sai pronto de fábrica, em PVC, PUR ou silicone; as porcas e abraçadeiras dos acessórios para sensores Tecnotron mantêm a posição com vibração.
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Perguntas frequentes
O sensor capacitivo detecta através do vidro ou do plástico?
Sim, desde que a parede não seja metálica, seja fina e o conteúdo tenha constante dielétrica bem maior que a dela, como a água. O sensor é ajustado para ignorar a parede e reagir só ao conteúdo. Parede grossa ou com produto grudado exige teste na aplicação.
Sensor capacitivo serve para nível de sólidos, como grãos e ração?
Serve, e é uma das aplicações mais comuns, em silos, moegas e funis. A umidade do material muda a resposta, então a sensibilidade deve ser ajustada com o material real. É comum usar um sensor para o nível máximo e outro para o mínimo.
O sensor capacitivo detecta metal?
Detecta. Mas, se a aplicação é só detectar metal, o sensor indutivo costuma ser a opção mais simples, porque não reage a umidade nem a sujeira não metálica.
Dá para usar sensor capacitivo para ligar bomba d'água?
Dá, em tanques industriais. O sensor indica o nível pela parede do tanque, e a saída dele comanda um relé ou uma entrada de CLP, que liga e desliga a bomba; ele não aciona o motor diretamente. Com dois sensores, um no mínimo e outro no máximo, a bomba não fica ligando e desligando sem parar.
Umidade e poeira atrapalham o sensor capacitivo?
Podem atrapalhar. Como o capacitivo reage a quase tudo, uma película de água ou pó acumulado na face pode gerar acionamento falso. A solução é ajustar a sensibilidade com margem, posicionar o sensor longe de respingos e incluir a limpeza da face na manutenção.







