Sensor indutivo e Capacitivo: entenda a diferença

sensor indutivo e capacitivo

Atualizado em 16 de outubro de 2026

A diferença entre sensor indutivo e capacitivo está no que cada um consegue detectar. O sensor indutivo detecta só metal, porque reage às correntes que o seu campo eletromagnético induz no alvo. O sensor capacitivo reage à variação de capacitância e detecta quase qualquer material, como líquidos, grãos, pós, plásticos e madeira, inclusive através de uma parede não metálica.

Pontos principais

  • Os dois são sensores de proximidade: detectam sem contato, não têm partes móveis e mandam um sinal de liga e desliga ao CLP, a um contador ou a um relé.
  • Alvo metálico pede indutivo, que dispensa ajuste e sofre pouco com óleo, água e poeira.
  • Nível de líquido ou de grão, papelão, plástico e vidro pedem capacitivo, que tem ajuste de sensibilidade.
  • No indutivo, a distância de catálogo vale para aço; em inox, latão, alumínio e cobre, ela é menor.
  • No capacitivo, o alcance depende da constante dielétrica do material: a água é percebida com facilidade, e o grão seco, mais de perto.

Indutivo e capacitivo costumam ter o mesmo corpo tubular, a mesma rosca e os mesmos fios, e por isso são confundidos na hora da troca. O que muda é o princípio físico, e é ele que define o que cada sensor enxerga e onde ele falha. A seguir estão o funcionamento de cada um, a tabela de diferenças, exemplos de uso na indústria, como identificar a peça instalada e os cuidados para especificar.

O que é um sensor indutivo e como funciona

O sensor indutivo é um sensor de proximidade que detecta objetos metálicos sem tocar neles. Dentro dele há um oscilador ligado a uma bobina com núcleo de ferrite, que gera um campo eletromagnético de alta frequência na face do sensor.

Quando um metal entra nesse campo, surgem nele correntes parasitas, também chamadas de correntes de Foucault. Elas absorvem energia do campo e diminuem a amplitude da oscilação. Um circuito de disparo percebe essa queda e comuta a saída. Quem gera o campo é o sensor; o metal apenas o amortece. Por isso o indutivo ignora plástico, madeira, papelão e água.

A distância em que o sensor aciona depende do metal. O valor de catálogo, chamado de distância sensora nominal (Sn), é medido com um alvo padrão de aço definido pela norma IEC 60947-5-2, que trata dos sensores de proximidade. Com outros metais, o alcance cai:

Material do alvoComportamento do sensor indutivo
Aço carbono e ferroAciona na distância nominal, que é a referência do catálogo
Aço inoxAlcance menor, que varia conforme a liga
Latão, alumínio e cobreAlcance bem menor; o fator de redução de cada metal vem na ficha técnica
Plástico, madeira, papelão e águaNão detecta

Na prática, o sensor não deve trabalhar no limite da distância nominal. A ficha dos indutivos Sense, por exemplo, indica a distância sensora assegurada (Sa), de até 72% da nominal, que já considera as variações de fabricação, temperatura e tensão. Óleo, água e poeira na face não atrapalham o indutivo, o que o torna comum em usinagem e prensas. O cuidado é com cavaco metálico acumulado na face, que pode manter o sensor acionado.

O que é um sensor capacitivo e como funciona

O sensor capacitivo é um sensor de proximidade que detecta qualquer material capaz de alterar o campo elétrico à frente da sua face, seja ele metálico ou não. O eletrodo da face forma, com o ambiente, um pequeno capacitor. Quando um objeto entra nesse campo, a capacitância aumenta, o oscilador interno muda de estado e a saída comuta.

O quanto um material altera o campo depende da sua constante dielétrica, que mede a capacidade de concentrar o campo elétrico em comparação com o ar. Quanto maior a constante, mais longe o sensor percebe o material. O tamanho do objeto e a distância até a face também contam.

MaterialComo o sensor capacitivo reage
Água, líquidos à base de água e produtos úmidosConstante dielétrica alta: detectados com facilidade, inclusive através de parede plástica ou de vidro
MetaisDetectados, mas o indutivo é mais estável quando o alvo é sempre metálico
Plástico, vidro, papelão, madeira seca, grãos e pós secosConstante mais baixa: detectados mais de perto e com ajuste mais fino da sensibilidade

O ponto fraco do capacitivo é a sensibilidade ao ambiente. Umidade, respingos, poeira e material grudado na face também alteram o campo e podem causar acionamento falso. Por isso ele tem ajuste de sensibilidade, em geral por um potenciômetro na traseira, que também permite ignorar a parede de um tanque plástico ou de um visor de vidro e reagir só ao conteúdo.

Quatro sensores capacitivos tubulares Tecnotron com face azul, em corpo metálico e plástico
Sensores capacitivos tubulares da linha Tecnotron.

O sensor capacitivo Tecnotron, por exemplo, é tubular, nas roscas M12x1, M18x1, M30x1,5 e M36x1,5 e no diâmetro de 32 mm, com distância sensora de 6, 15, 20 ou 25 mm conforme o modelo. A saída pode ser NPN, PNP ou em corrente alternada de 2 fios, com função NA, NF ou reversível.

As aplicações dessa linha em embalagem e alimentos estão no post sobre a detecção de líquidos e sólidos com sensores capacitivos.

Tabela comparativa: sensor indutivo × capacitivo

O indutivo é mais simples e mais robusto para detectar metal; o capacitivo é mais versátil nos materiais, mas pede ajuste e sofre mais com o ambiente. A tabela compara os dois nos pontos que pesam na escolha.

CritérioSensor indutivoSensor capacitivo
PrincípioCampo eletromagnético amortecido por correntes parasitas no metalVariação da capacitância no campo elétrico da face
O que detectaSó metaisMetais, líquidos, pós, grãos, plásticos, madeira, papel e vidro
AlcanceMaior em aço; menor em inox, latão, alumínio e cobreDepende da constante dielétrica, do tamanho do objeto e do ajuste
AjusteEm geral não temAjuste de sensibilidade, em geral por potenciômetro
Umidade, poeira e óleoPouco afetadoPodem causar acionamento falso; pedem ajuste e limpeza
Detecção através de paredeNão é o uso típicoDetecta o conteúdo através de parede não metálica
MontagemFaceado, rente ao metal, ou não faceado, com mais alcanceNa linha Tecnotron, não faceado, com espaço livre em volta da face
Aplicações típicasFim de curso, posição de válvula, contagem de peças metálicas, rotaçãoNível em silos e tanques, presença de embalagem, controle de envase

Quando usar sensor indutivo ou capacitivo?

Use o sensor indutivo quando o alvo for metálico e o capacitivo quando o alvo não for metal ou quando a tarefa for indicar nível. Com alvo metálico, o indutivo resolve com menos ajuste e menos risco de disparo falso. Exemplos da indústria:

  • Metalurgia e usinagem: indutivo para confirmar a peça no dispositivo de fixação, o fim de curso de mesas e a posição de ferramentas.
  • Embalagem: capacitivo para detectar caixa de papelão ou frasco plástico na esteira; indutivo para conferir tampa metálica ou lata.
  • Alimentos e bebidas: capacitivo para nível de líquido através de um visor; indutivo para indicar se uma válvula está aberta ou fechada.
  • Agrícola e rações: capacitivo para nível de grãos e farelo em silos e moegas; indutivo para contar os dentes metálicos de uma roda ou um came e acompanhar a rotação de eixos.

Quando o objeto está longe da face, a dezenas de centímetros ou a metros, nenhum dos dois alcança. Nesse caso, o caminho é o sensor fotoelétrico, que usa um feixe de luz, explicado no guia dos tipos de sensor fotoelétrico.

Como saber se um sensor é indutivo ou capacitivo

O jeito mais seguro de saber se um sensor é indutivo ou capacitivo é ler o código gravado no corpo ou na etiqueta e conferir a ficha do fabricante. Quando a etiqueta está apagada, três sinais ajudam:

  1. Ajuste na traseira: a maioria dos capacitivos tem um potenciômetro para regular a sensibilidade; a maioria dos indutivos não tem.
  2. Teste com o sensor ligado: com a máquina parada e em condição segura, aproxime da face uma peça de plástico ou de madeira. Se o LED acender, o sensor é capacitivo; o indutivo só acende com metal.
  3. Onde ele trabalha: sensor voltado para um tanque, um silo ou um visor costuma ser capacitivo; o que confirma uma peça metálica, um came ou um fim de curso costuma ser indutivo.

Para pedir a troca, anote também o diâmetro da rosca, o comprimento, se a face fica rente à porca (faceado) ou saliente (não faceado), o número de fios, a tensão e se a ligação é por cabo ou conector. Com esses dados, ou com uma foto nítida da etiqueta, a equipe técnica da Prodihl indica o mesmo modelo ou um equivalente.

Como ligar: PNP ou NPN, NA ou NF?

Indutivos e capacitivos de corrente contínua seguem as mesmas convenções de saída, e quem define a escolha é a entrada do CLP. No sensor PNP, a saída entrega o positivo da alimentação para a carga quando o sensor aciona; ele combina com entradas que esperam sinal positivo. No NPN, a saída liga a carga ao 0 V e serve para entradas que esperam sinal negativo.

A função da saída também conta. NA (normalmente aberta) significa que a saída liga quando o objeto aparece. NF (normalmente fechada) faz o contrário: a saída fica ligada sem objeto e desliga quando ele chega. Nos modelos de 3 fios, o padrão de cores é marrom no positivo, azul no 0 V e preto na saída. O guia dos tipos de sensores indutivos detalha as versões de 2 e 4 fios, NAMUR e analógica.

Como escolher o sensor certo

A escolha entre indutivo e capacitivo começa pelo material do alvo e termina na ligação elétrica. Siga esta ordem:

  1. Material do alvo: metal pede indutivo; os demais materiais, capacitivo.
  2. Distância: escolha um sensor com folga, sem trabalhar no limite da distância nominal.
  3. Formato e montagem: os tubulares vêm em M8, M12, M18 e M30, em que o número é o diâmetro da rosca em milímetros; quanto maior, mais alcance. O faceado pode ficar rente ao metal; o não faceado alcança mais, mas pede espaço livre em volta da face.
  4. Ambiente: confira o grau de proteção IP, definido pela norma IEC 60529. O IP67 indica vedação total contra poeira e proteção contra imersão temporária.
  5. Saída e conexão: PNP ou NPN, NA ou NF, corrente contínua ou alternada, cabo ou conector M12, conforme o comando da máquina.

Erros comuns na especificação

  • Usar a distância de catálogo com alvo de alumínio ou latão: o indutivo não alcança.
  • Trocar um PNP por um NPN sem mudar a ligação: a entrada do CLP não reconhece o sinal.
  • Montar um não faceado rente ao metal da máquina: ele aciona sozinho.
  • Instalar um capacitivo em ponto com respingo constante sem ajustar a sensibilidade: surgem acionamentos falsos.
  • Pedir só "sensor M18": faltam saída, função, tensão, alcance e conexão.

Onde comprar sensor indutivo e capacitivo

A Prodihl fornece sensores indutivos e capacitivos como distribuidora autorizada de duas fabricantes brasileiras, a Sense e a Tecnotron, com envio para todo o Brasil. Os sensores indutivos Sense incluem as linhas standard, analógica, de frente metálica, NAMUR e de distância ampliada; a página da Sense Sensors & Instruments reúne também os capacitivos e os fotoelétricos da marca.

Da Tecnotron, o sensor indutivo tubular vai de M8 a M51, e os capacitivos estão na categoria de sensores capacitivos.

Mande para a equipe técnica da Prodihl o material a detectar, a distância e a tensão do comando. Se for troca, basta o código ou uma foto da etiqueta do sensor atual pelo WhatsApp, ou o pedido de cotação pela página de contato. Os itens em estoque saem em até 24 horas; os demais têm prazo informado na proposta.

Perguntas frequentes

Sensor indutivo detecta plástico?

Não. O sensor indutivo só reage a metais, porque depende das correntes parasitas que o seu campo eletromagnético induz no alvo. Plástico, madeira, papelão e água passam sem acionar. Para esses materiais, use um sensor capacitivo ou fotoelétrico.

Sensor capacitivo detecta metal?

Sim, o metal aciona o capacitivo. Mas, quando o alvo é sempre metálico, o indutivo é mais estável, porque dispensa ajuste de sensibilidade e sofre menos com umidade e poeira.

Qual sensor usar para nível de água ou de grãos?

O capacitivo, montado na lateral do tanque ou do silo ou atrás de uma parede não metálica. A água tem constante dielétrica alta e é detectada com facilidade. Grãos secos, de constante mais baixa, pedem um ajuste de sensibilidade mais fino.

O sensor capacitivo detecta através do vidro?

Sim, através de vidro, acrílico ou plástico, desde que a parede seja fina o bastante para o alcance do sensor. A sensibilidade é ajustada para ignorar a parede e reagir só ao conteúdo. Parede metálica bloqueia o campo e impede a detecção.

Como regular a sensibilidade do sensor capacitivo?

Ajuste com o material presente e confira sem ele. Com o material à frente, gire o potenciômetro até o sensor acionar; depois retire o material e confirme que a saída desliga. Deixe uma margem para que umidade e poeira não causem disparos e siga o manual do modelo.

Posso trocar um sensor indutivo por um capacitivo?

Só se o alvo e o ambiente permitirem. O capacitivo detecta o metal, mas também reage a respingos, poeira e peças não metálicas que o indutivo ignorava, o que pode gerar acionamentos falsos. Para alvo metálico, troque indutivo por indutivo, com a mesma saída, função, rosca e alcance.

Aproveite para conhecer nossos produtos

Confira também mais conteúdo

Entre em Contato com a Prodihl

Com uma equipe técnica de vendas experiente, não apenas fornecemos produtos de alta qualidade, mas também temos as habilidades e o conhecimento do produto para auxiliar na especificação e configuração para diversas aplicações.

A Prodihl se apoia em atendimento eficaz, autenticidade e ética exemplar. Com o conhecimento de produto e a experiência industrial da nossa equipe, fornecemos os produtos certos para manutenção e projetos, num só fornecedor.

Importante: a Prodihl atende todo o país!