Atualizado em 16 de outubro de 2026
Sensor fotoelétrico é um sensor que detecta objetos sem contato por meio de um feixe de luz: um emissor lança a luz, e um receptor percebe quando ela é interrompida ou refletida pelo objeto. Os principais tipos são barreira, retrorreflexivo, difuso e difuso com supressão de fundo, além do retrorreflexivo polarizado e da fibra óptica. A escolha depende da distância, do espaço para instalar e de como é o objeto: opaco, brilhante, escuro ou transparente.
Pontos principais
- Barreira: emissor e receptor separados, frente a frente; é o tipo de maior alcance e o mais tolerante à sujeira.
- Retrorreflexivo: o feixe vai até um refletor e volta; objetos brilhantes pedem o modelo polarizado.
- Difuso: a luz reflete no próprio objeto; é o mais simples de instalar, mas depende da cor do objeto e do fundo.
- Supressão de fundo: só enxerga o que está dentro de uma faixa de distância ajustada e ignora o que está atrás.
- A saída segue a entrada do CLP: PNP ou NPN, com função light-on ou dark-on.
Os sensores fotoelétricos também são chamados de fotocélulas, fotossensores ou sensores ópticos. Diferente dos indutivos e capacitivos, que trabalham a poucos milímetros, eles alcançam de centímetros a dezenas de metros e detectam quase qualquer material que bloqueie ou reflita o feixe.
Por isso servem para detectar caixas, garrafas, paletes e veículos. Eles são um dos tipos de sensores de presença; a lista completa, com indutivos, capacitivos e magnéticos, está no guia dos tipos de sensores industriais.
O que é um sensor fotoelétrico e como funciona
O sensor fotoelétrico funciona medindo quanto da luz do emissor chega ao receptor. O emissor, em geral um LED infravermelho ou de luz vermelha visível, ou um laser, lança o feixe. O receptor, um componente sensível à luz, mede quanto dessa luz chega até ele. Quando um objeto interrompe ou reflete o feixe, a luz no receptor muda, e o circuito comuta a saída.
Os tipos de sensor fotoelétrico diferem em onde fica o receptor e de onde vem a luz que ele recebe: direto do emissor, de um refletor ou do próprio objeto. Essa diferença define o alcance, a instalação e os objetos que cada tipo detecta bem. Nos modelos industriais, as características e os ensaios seguem a norma IEC 60947-5-2, a mesma dos sensores de proximidade indutivos e capacitivos.
Quais são os tipos de sensores fotoelétricos
Os tipos de sensores fotoelétricos são cinco: barreira, retrorreflexivo (com a variante polarizada), difuso, difuso com supressão de fundo e fibra óptica. Cada um resolve um problema diferente.

Barreira: emissor e receptor separados
No sensor de barreira, também chamado de feixe transmitido, o emissor e o receptor ficam em corpos separados, frente a frente, e o sensor aciona quando um objeto interrompe o feixe. É o tipo de maior alcance e o mais tolerante a poeira, névoa e sujeira na lente, porque o receptor recebe a luz diretamente do emissor. Na linha Tecnotron, as barreiras chegam a 30 m.
O ponto fraco são os objetos transparentes: a luz atravessa o vidro ou o filme, e o receptor continua iluminado. A instalação também pede cabo nos dois lados e alinhamento cuidadoso.
Retrorreflexivo e retrorreflexivo polarizado
No sensor retrorreflexivo, emissor e receptor ficam no mesmo corpo, e o feixe vai até um refletor prismático instalado do outro lado, que o devolve ao sensor. O sensor aciona quando um objeto interrompe esse caminho. A fiação fica de um lado só, e o alcance é intermediário entre a barreira e o difuso.
Objetos brilhantes, como latas, filmes metalizados e chapas polidas, podem devolver luz ao sensor e enganá-lo. Nesses casos, usa-se o modelo polarizado: filtros fazem o sensor aceitar só a luz que volta do prisma, que muda a polarização, e rejeitar o reflexo direto da superfície brilhante. Os espelhos e as fitas prismáticas estão entre os acessórios para sensores Tecnotron.
Difuso
No sensor difuso, emissor e receptor também ficam no mesmo corpo, mas não há refletor: a luz bate no próprio objeto, e uma parte volta ao receptor. É o mais simples de instalar, indicado quando só um lado da esteira é acessível. Em troca, o alcance é menor e depende da cor e do acabamento do objeto.
Objetos escuros e foscos são detectados mais de perto, e um fundo claro pode acionar o sensor sem objeto nenhum.
Difuso com supressão de fundo
O sensor com supressão de fundo é um difuso que só aciona se o objeto estiver dentro de uma distância ajustada. Ele mede o ângulo da luz refletida (triangulação) e ignora o que está atrás desse limite. Assim, detecta objetos de cores diferentes praticamente na mesma distância e não se confunde com a estrutura da máquina ou com uma pessoa passando ao fundo.
O sensor óptico com supressão de fundo Tecnotron tem versões não tubulares e tubulares M18, com saída NPN ou PNP e opção IO-Link, que permite ajustar e diagnosticar o sensor pelo comando.
Fibra óptica
No sensor de fibra óptica, o amplificador fica em um ponto protegido do painel ou da máquina, e a fibra leva e traz a luz até o ponto de detecção. Ele serve para peças pequenas e espaços apertados e pode trabalhar como barreira ou como difuso, conforme a fibra.
Há ainda sensores de contraste e de cor, que leem marcas de impressão em embalagens, e modelos com feixe convergente ou de foco fixo, para pontos de detecção pequenos.
Comparativo dos tipos de sensores fotoelétricos
A barreira alcança mais e tolera sujeira; o difuso é o mais fácil de instalar; a supressão de fundo é a mais confiável com objetos de cores variadas. A tabela compara os cinco tipos.
| Tipo | Alcance | Instalação | Indicado para | Cuidado |
|---|---|---|---|---|
| Barreira | O maior entre os tipos | Dois corpos, cabo nos dois lados, alinhamento | Objetos opacos, ambientes sujos, passagens largas | Objetos transparentes |
| Retrorreflexivo | Intermediário | Um corpo e um refletor | Caixas, paletes, controle de passagem | Objetos brilhantes pedem o modelo polarizado |
| Difuso | Curto | Um corpo só | Objetos claros e próximos | Objetos escuros reduzem o alcance; fundo claro engana |
| Supressão de fundo | Curto a médio, com distância de corte ajustável | Um corpo só | Objetos de cores variadas com fundo próximo | Ajustar a distância de corte na instalação |
| Fibra óptica | Curto | Amplificador e fibra | Peças pequenas e espaços apertados | Raio de curvatura e fixação da fibra |
Como detectar objetos transparentes, brilhantes e escuros
Objetos transparentes, brilhantes e escuros são os casos difíceis para o sensor fotoelétrico, e cada um tem uma solução própria:
| Objeto | O que acontece | Solução usual |
|---|---|---|
| Transparente (garrafa PET, vidro, filme) | A luz atravessa, e a barreira ou o difuso comum não percebe a mudança | Modelo próprio para objetos transparentes, com ajuste fino da sensibilidade |
| Brilhante (lata, chapa polida, filme metalizado) | O reflexo engana o retrorreflexivo comum | Retrorreflexivo polarizado ou supressão de fundo |
| Escuro ou fosco | Reflete pouca luz, e o difuso perde alcance | Supressão de fundo ou barreira |
| Com fundo claro ou reflexivo atrás | O difuso aciona com o fundo, mesmo sem objeto | Supressão de fundo, com o corte antes do fundo |
Na Sense, os fotoelétricos mini incluem versões para objetos transparentes e com supressão de fundo. Na Tecnotron, a linha difusa e barreira tem modelos específicos para objetos transparentes ou muito reflexivos, como o polarizado.
Saídas e ligação: PNP, NPN, light-on e dark-on
A saída do sensor fotoelétrico segue as mesmas convenções dos indutivos: PNP, que entrega o positivo à carga quando aciona, ou NPN, que liga a carga ao 0 V. A escolha depende da entrada do CLP. A função da saída tem nomes próprios: light-on (opera com luz) aciona quando o receptor recebe luz, e dark-on (opera no escuro) aciona quando a luz deixa de chegar.
Numa barreira, o dark-on liga a saída quando o objeto passa e corta o feixe; num difuso, é o light-on que liga com o objeto presente, porque é o objeto que devolve a luz. Muitos modelos permitem escolher a função, o equivalente a NA e NF. Os fabricantes nem sempre usam os termos da mesma forma, então confira na ficha qual estado a saída assume com o objeto presente.
O sensor fotoelétrico difuso e barreira Tecnotron reúne os princípios difuso, retrorreflexivo e barreira, com mais de 200 modelos. A alimentação é de 10 a 30 Vcc, a saída é NPN ou PNP com função reversível, e os corpos são tubulares M12, M18 e M30 ou retangulares, com cabo ou conector M8 ou M12.
Grau IP e cuidados na instalação
O grau IP indica a vedação do sensor contra poeira (primeiro dígito) e água (segundo dígito), conforme a norma IEC 60529. Em áreas com lavagem frequente, procure graus altos, como IP67 ou IP69K; a Sense tem fotoelétricos mini com invólucro metálico e IP69K. Na instalação, alguns cuidados evitam boa parte das falhas:
- Fixe o sensor e o refletor em suporte firme, porque a vibração desalinha barreiras e retrorreflexivos.
- Mantenha a lente limpa e deixe margem de sinal para a sujeira que vai acumular.
- Evite que um sensor receba a luz de outro montado ao lado; alguns modelos têm proteção contra essa interferência.
- Não aponte o receptor para luz forte, como sol direto ou refletores.
Onde os sensores fotoelétricos são usados
Os sensores fotoelétricos são usados sempre que é preciso detectar um objeto a distância ou de qualquer material. Exemplos da indústria:
- Embalagem: contagem de caixas na esteira com barreira ou retrorreflexivo; presença de rótulo com supressão de fundo.
- Bebidas: garrafas de vidro e PET são transparentes e exigem modelos próprios.
- Logística e portões: barreiras longas para controle de passagem de veículos e paletes.
- Madeira e metalurgia: barreira para detectar painéis e chapas em transportadores com pó.
- Robótica e montagem: fibra óptica e supressão de fundo para peças pequenas e fundos reflexivos.
Como escolher o sensor fotoelétrico
Para escolher o sensor fotoelétrico, responda a cinco perguntas, nesta ordem:
- Qual é a distância até o objeto ou entre os lados da passagem?
- Dá para instalar algo do outro lado? Se sim, barreira ou retrorreflexivo; se não, difuso ou supressão de fundo.
- Como é o objeto: opaco, brilhante, transparente ou de cor variável? E o que há atrás dele?
- Há poeira, névoa, vapor ou lavagem?
- Que saída o comando pede: PNP ou NPN, light-on ou dark-on, cabo ou conector M8 ou M12?
Erros comuns na especificação
- Usar um difuso comum com fundo claro ou brilhante logo atrás do objeto.
- Usar retrorreflexivo comum para latas e filmes metalizados.
- Escolher o sensor pelo alcance máximo do catálogo, sem margem para a sujeira na lente.
- Inverter light-on e dark-on e perceber só na partida da máquina.
Para ver na prática a escolha entre os modelos da Tecnotron, leia o post sobre como escolher entre sensor difuso, barreira e supressão de fundo. Os modelos da marca estão reunidos na categoria de sensores fotoelétricos. Quando o alvo é metálico e está a poucos milímetros, um indutivo costuma ser mais simples, como mostra a comparação entre sensor indutivo e capacitivo.
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Perguntas frequentes
O que é um sensor fotoelétrico?
É um sensor que detecta a presença de objetos sem contato, usando um feixe de luz. O emissor lança a luz, e o receptor percebe quando ela é interrompida ou refletida pelo objeto. Também é chamado de fotocélula ou fotossensor.
Sensor fotoelétrico detecta objeto transparente?
Detecta, mas não com qualquer modelo. Na barreira e no difuso comuns, a luz atravessa o objeto e o sensor não percebe a mudança. Para garrafas, frascos e filmes, usam-se modelos próprios para objetos transparentes, e a equipe técnica indica o mais adequado conforme o material.
Difuso ou barreira: qual escolher?
Use a barreira quando for possível instalar os dois lados e o alcance ou a sujeira forem um desafio. Use o difuso quando só um lado for acessível e o objeto estiver perto e refletir bem a luz. Se o fundo atrapalhar o difuso, a solução é a supressão de fundo.
Qual é o alcance de um sensor fotoelétrico?
Depende do tipo. A barreira é a que alcança mais, o retrorreflexivo fica no meio, e o difuso e a fibra óptica trabalham mais perto. Na linha Tecnotron, as distâncias vão de 100 mm a 30 m, conforme o modelo.
O que é light-on e dark-on?
São as duas funções de saída do sensor fotoelétrico. No light-on, a saída aciona quando o receptor recebe luz; no dark-on, quando a luz deixa de chegar. Muitos modelos permitem escolher a função na ligação ou por uma chave.
Qual a diferença entre sensor fotoelétrico e sensor de proximidade?
Os sensores de proximidade indutivos e capacitivos detectam por um campo eletromagnético ou elétrico e trabalham a poucos milímetros. O fotoelétrico usa luz, alcança de centímetros a dezenas de metros e detecta qualquer objeto que bloqueie ou reflita o feixe. Em compensação, sofre mais com sujeira na lente.







