Tipos de sensores indutivos, saiba quais são

tipos de sensores indutivos

Atualizado em 16 de outubro de 2026

Os tipos de sensores indutivos se dividem por formato (tubular, miniatura e não tubular), por montagem (faceado ou não faceado), por alcance (padrão ou longo alcance) e por saída (PNP ou NPN, NA ou NF, 2, 3 ou 4 fios, analógica e NAMUR). Todos detectam metal da mesma forma, por um campo eletromagnético na face. O tipo certo é o que combina com o espaço da máquina, a entrada do comando e o ambiente.

Pontos principais

  • O tubular roscado é o formato mais comum; o miniatura serve a espaços reduzidos, e o não tubular, a gabaritos, prensas e peças grandes.
  • O faceado pode ficar rente ao metal da máquina; o não faceado alcança mais, mas pede espaço livre em volta da face.
  • A saída segue a entrada do CLP: PNP ou NPN, NA ou NF; o NAMUR é para área classificada, e o analógico mede posição.
  • A distância de catálogo vale para aço; em inox, latão e alumínio, ela cai, e o sensor deve trabalhar com folga.
  • Para trocar um sensor, o código gravado no corpo ou na etiqueta identifica todos esses pontos.

O que é um sensor indutivo e para que serve

O sensor indutivo é um sensor de proximidade que detecta objetos metálicos sem contato físico. Ele serve para contar peças, confirmar posições, substituir chaves fim de curso mecânicas e acompanhar a rotação de eixos em linhas de montagem, prensas, transportadores e máquinas agrícolas. Como não tem partes móveis, não sofre o desgaste de uma chave mecânica.

O funcionamento é o mesmo em todos os tipos. Um oscilador e uma bobina geram um campo eletromagnético de alta frequência na face do sensor. Quando um metal entra nesse campo, surgem nele correntes parasitas que amortecem a oscilação, e o sensor comuta a saída.

É o sensor que gera o campo; o metal apenas o amortece. Por isso o indutivo só detecta metais. Para plástico, líquido ou grão, o caminho é o capacitivo, comparado no artigo sobre a diferença entre sensor indutivo e capacitivo.

Quais são os tipos de sensores indutivos

Os tipos de sensores indutivos se definem por sete critérios: formato, montagem, alcance, saída, alimentação, invólucro e aplicação. Não há uma classificação única, e cada catálogo os combina de um jeito; a tabela reúne os critérios e o que cada um muda na prática.

CritérioTiposO que muda na prática
FormatoTubular roscado, tubular liso, miniatura e não tubularEspaço de montagem e alcance: quanto maior a bobina, mais longe o sensor detecta
MontagemFaceado (embutido), semi-embutido e não faceadoSe o sensor pode ficar rente ao metal ou precisa de zona livre
AlcancePadrão e longo alcance (distância ampliada)Distância entre o sensor e a peça em movimento
SaídaPNP, NPN, NA, NF, reversível, 2, 3 ou 4 fios, CA, analógica e NAMURCompatibilidade com a entrada do CLP, do contador ou do relé
AlimentaçãoCorrente contínua (em geral de 10 a 30 Vcc) ou alternadaTensão disponível no painel da máquina
Invólucro e ambienteLatão niquelado, inox, plástico, PTFE; graus IP67 e IP69K; versões ExResistência a óleo, lavagem, produtos químicos e atmosfera explosiva
AplicaçãoProximidade, posição e velocidadeSe o sensor indica presença, mede distância ou gera pulsos

Tipos por formato: tubular, miniatura e não tubular

O formato mais comum de sensor indutivo é o tubular roscado, fixado por duas porcas. Em M8, M12, M18 ou M30, o número é o diâmetro da rosca em milímetros, e o valor depois do "x" é o passo: um M12x1 tem rosca de 12 mm com passo de 1 mm. Quanto maior o diâmetro, maior a bobina e maior o alcance.

Sensores indutivos tubulares Tecnotron de vários diâmetros, com face azul e corpo metálico roscado
Sensores indutivos tubulares: o diâmetro da rosca define o tamanho da bobina e o alcance.
FormatoTamanhos na linha TecnotronDistância sensoraOnde se usa
TubularRoscas de M8x1 a M51x1,5 e corpos lisos de 6,5 a 32 mmDe 1 a 25 mmFim de curso, contagem de peças, posição de válvulas
MiniaturaDiâmetro de 4 mm, rosca M5x0,5 e corpo de 5 x 5 x 25 mm0,5, 0,8 ou 2,5 mmMáquinas compactas, robótica, embalagem e dosagem
Não tubularDe 8 x 8 x 40 mm a 157 x 62 x 157 mmDe 1 a 100 mmGabaritos, prensas, injetoras, moldes e peças grandes

Os valores da tabela vêm das fichas do sensor indutivo tubular Tecnotron e das linhas miniatura e não tubular da mesma marca, todas na categoria de sensores indutivos. Na Sense, a linha standard vem nos diâmetros de 6,5 mm, 8 mm, M8, M12, M18 e M30.

Faceado ou não faceado: o que muda na montagem

O sensor faceado pode ser montado rente a uma chapa metálica; o não faceado alcança mais, mas precisa de uma zona livre de metal em volta da face. O faceado, também chamado de embutido ou blindado, tem a bobina protegida na lateral e não aciona sozinho com o metal ao redor. O não faceado (não embutido) tem a bobina exposta na ponta, que fica saliente em relação à porca.

Há ainda o semi-embutido, intermediário entre os dois, presente na linha tubular da Tecnotron.

Os sensores Sense mostram a diferença. O sensor indutivo Sense PS2-12GI50-E2-Ex é um M12 embutido com 2 mm de distância sensora; o PS4-12GI50-E2-Ex, com o mesmo diâmetro em versão não embutida, chega a 4 mm. Os dois são PNP e NA, com cabo de 3 fios. O tamanho da zona livre do não faceado vem na ficha de cada modelo.

Alcance padrão ou longo alcance

O sensor indutivo de longo alcance, ou de distância ampliada, detecta o metal mais longe do que um modelo padrão do mesmo diâmetro. Ele permite afastar o sensor da peça em movimento e protegê-lo de impactos. Na linha Tecnotron, os valores são estes:

RoscaDistância sensora no longo alcance Tecnotron
M83 mm; 6 mm na versão não embutida
M12De 6 a 10 mm
M18De 12 a 20 mm
M30De 22 a 40 mm

Todos os modelos do sensor indutivo de longo alcance Tecnotron são de latão niquelado, PNP, NA e alimentados de 10 a 30 Vcc.

Em qualquer modelo, trabalhe com folga abaixo da distância nominal: a ficha dos indutivos Sense indica a distância assegurada (Sa) de até 72% da nominal, e o valor de catálogo vale para aço, segundo o alvo padrão da norma IEC 60947-5-2. Com inox, latão, alumínio ou cobre, aplique o fator de redução da ficha.

Tipos de saída: PNP ou NPN, NA ou NF, 2, 3 ou 4 fios

O tipo de saída define se o sinal do sensor será reconhecido pelo comando: com a saída errada, o CLP simplesmente não enxerga o sensor. A tabela resume as opções:

SaídaComo funcionaQuando usar
PNPAo acionar, entrega o positivo na saída; a carga fica entre a saída e o 0 VEntradas de CLP que esperam sinal positivo
NPNAo acionar, liga a saída ao 0 V; a carga fica entre o positivo e a saídaEntradas que esperam sinal negativo
NA (normalmente aberta)A saída liga quando o metal chegaA maioria das aplicações de presença e contagem
NF (normalmente fechada)A saída fica ligada sem metal e desliga quando ele chegaQuando a falta de sinal deve parar o processo, já que um cabo rompido também derruba o sinal
Reversível ou complementar (A+F)A mesma detecção como NA e como NF, conforme a ligação ou em duas saídasQuando a lógica da máquina pode mudar ou precisa dos dois sinais
2 fios (CC ou CA)Fica em série com a carga, como um interruptorNo lugar de uma chave mecânica; confira a corrente residual com a entrada do CLP
Analógica 4 a 20 mASinal proporcional à distância do alvoMedir posição ou deslocamento
NAMUR2 fios, sem estágio de saída, ligado a um amplificador isoladorÁreas classificadas, com segurança intrínseca

Nos modelos de 3 e 4 fios em corrente contínua, as cores seguem a IEC 60947-5-2: marrom no positivo, azul no 0 V, preto na saída e branco na segunda saída. No conector M12, os mesmos sinais saem nos pinos 1, 3, 4 e 2, nessa ordem.

Grau IP, materiais e modelos especiais

O grau IP indica a vedação do sensor contra sólidos (primeiro dígito) e água (segundo dígito), conforme a norma IEC 60529. O IP67 é vedação total contra poeira e proteção contra imersão temporária. O IP69K indica resistência a lavagem com jato de água quente sob alta pressão: na linha standard da Sense, o ensaio é feito a 100 bar e 80 °C, o que atende linhas de alimentos lavadas com frequência.

O corpo pode ser de latão niquelado, inox, plástico ou PTFE, conforme o produto químico e o óleo presentes. Há ainda indutivos de frente metálica, analógicos, para rede AS-Interface e certificados para atmosferas explosivas. Os indutivos standard da Sense, por exemplo, têm aprovação do INMETRO e do Cepel para áreas com poeira combustível, como armazéns e silos de grãos ou farelos, indústrias moveleiras e têxteis e áreas portuárias.

Tipos por aplicação: proximidade, posição e velocidade

Pela função, os sensores indutivos são de proximidade, de posição ou de velocidade. Exemplos de uso de cada um:

  • Sensores indutivos de proximidade: indicam se há ou não uma peça metálica à frente, contam peças em uma linha de montagem, confirmam se a ferramenta voltou à posição e evitam colisões.
  • Sensores indutivos de posição ou deslocamento: os modelos analógicos, de 4 a 20 mA, entregam um sinal proporcional à distância do alvo dentro da faixa do sensor, como a abertura de uma válvula ou a posição de um rolo.
  • Sensores indutivos de velocidade: geram um pulso a cada dente, came ou furo metálico que passa à frente deles. O tacômetro, o contador ou o CLP conta esses pulsos e calcula a velocidade de engrenagens e eixos. Em pontos sem alimentação ou com rotação alta, a alternativa é o pick-up magnético, que gera o próprio sinal, como mostra o post sobre sensores pick-up e magnéticos.

Sensor indutivo e os outros tipos de sensores de presença

O sensor indutivo é um dos quatro tipos de sensores de presença da indústria, ao lado do capacitivo, do fotoelétrico e do magnético. A escolha entre eles depende do material e da distância:

TipoO que detectaDistância típica
IndutivoSó metalMilímetros, até cerca de 100 mm nos não tubulares maiores
CapacitivoQuase qualquer material, inclusive líquidos e grãosMilímetros a poucos centímetros
FotoelétricoQualquer objeto que bloqueie ou reflita a luzDe centímetros a dezenas de metros
Magnético (reed switch e efeito Hall)Um ímã, como o do êmbolo de cilindros pneumáticosCurta, através da parede do cilindro

A lista completa, com sensores de posição, temperatura, pressão, nível e segurança, está no guia dos tipos de sensores industriais.

Como escolher o sensor indutivo

Para escolher o sensor indutivo, parta do alvo e do espaço e termine na ligação elétrica. Siga esta ordem:

  1. Confirme que o alvo é metal e qual é a liga.
  2. Meça a distância até o alvo e escolha um modelo com folga.
  3. Veja o espaço: tubular, miniatura ou não tubular; faceado se houver metal em volta.
  4. Defina a saída pela entrada do comando: PNP ou NPN, NA ou NF, número de fios, CC ou CA.
  5. Considere grau IP, temperatura, lavagem e área classificada.
  6. Escolha a conexão: cabo, com o comprimento necessário, ou conector M8 ou M12.

Erros comuns ao comprar

  • Escolher pelo diâmetro e esquecer a montagem: um não faceado rente ao metal fica sempre acionado.
  • Usar a distância de catálogo com alvo de alumínio, latão ou inox.
  • Trocar PNP por NPN, ou NA por NF, sem ajustar o comando.
  • Ligar um sensor de 2 fios em uma entrada que não tolera a corrente residual dele.
  • Usar um sensor comum onde a área é classificada.

O que mandar para a cotação

Para trocar um sensor que já está na máquina, o código gravado no corpo ou uma foto nítida da etiqueta bastam. Sem etiqueta, informe o diâmetro e o comprimento do corpo, se a face é rente à porca ou saliente, a distância de trabalho, o número de fios, a tensão e se a ligação é por cabo ou conector. Os modelos da Sense estão na página de sensores indutivos Sense.

Mande esses dados pelo WhatsApp ou peça a cotação pela página de contato. A equipe técnica da Prodihl indica o mesmo modelo ou um equivalente. Itens em estoque saem em até 24 horas, e os demais têm prazo informado na proposta.

Perguntas frequentes

Para que serve um sensor indutivo?

O sensor indutivo serve para detectar peças metálicas sem tocar nelas. Na indústria, ele conta peças, confirma posições de ferramentas e válvulas, substitui chaves fim de curso e gera pulsos para medir a rotação de eixos.

Como ligar um sensor indutivo de 3 fios?

Ligue o fio marrom ao positivo da fonte, em geral 24 Vcc, o azul ao 0 V e o preto à entrada do CLP ou à carga. Num sensor PNP, a carga fica entre o preto e o 0 V; num NPN, entre o preto e o positivo. Confira na etiqueta se o modelo é PNP ou NPN antes de energizar.

Qual a diferença entre sensor indutivo PNP e NPN?

O PNP entrega o positivo na saída quando aciona; o NPN liga a saída ao 0 V. Entradas de CLP que esperam sinal positivo pedem PNP, e as que esperam sinal negativo pedem NPN. Trocar um pelo outro sem mudar a ligação faz a entrada não reconhecer o sinal.

Qual é a distância sensora de um sensor indutivo?

Depende do formato, do diâmetro, da montagem e do metal. Nas linhas Tecnotron, vai de 0,5 mm nos miniatura a 40 mm nos de longo alcance M30 e a 100 mm nos não tubulares maiores. O valor de catálogo vale para aço; com alumínio, latão ou cobre, o alcance cai.

Sensor indutivo detecta alumínio e inox?

Detecta, mas a uma distância menor do que a de catálogo, que é medida com aço. Cada ficha técnica traz o fator de redução para inox, latão, alumínio e cobre. Para esses metais, escolha um sensor com alcance nominal maior ou aproxime o sensor do alvo.

O que é sensor indutivo NAMUR?

É um sensor de 2 fios sem estágio de saída, feito para áreas classificadas com segurança intrínseca. Ele trabalha com baixa energia e precisa de um amplificador isolador, que o alimenta e converte a variação de corrente em sinal para o comando.

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